Arte

Monumentos e azulejos por Lisbon Art Memories

Fernando Oliveira é professor de História, Português, e administrador da página sobre monumentos e azulejos de Lisboa, com a ajuda imprescindível da esposa Maria de Jesus, professora de Português. Conheceram-se em Lisboa e têm em comum o amor pela cidade.

Monumentos:

Teatro Felicitas Iulia Olisipo

Rua de S. Mamede, 3

Para imaginarmos a Lisboa romana, basta subir pela rua de São Mamede ao Caldas, onde encontramos as ruínas do Teatro Romano, do primeiro século da nossa era, um dos poucos que restam na Europa. Descoberto, durante a reconstrução da cidade, em 1755, revela a forte marca da romanização, nesta importante cidade do império, chamada Olisipo. Em frente, fica o museu do teatro romano.

Castelo de São Jorge

Rua de Santa Cruz do Castelo

Não há cidade antiga sem castelo por explorar. Subindo a pé, por escadinhas, travessas e calçadas, vencendo a inclinação da velha colina, no topo, encontra-se o Castelo de São Jorge. Domina toda a cidade e arredores e é o monumento nacional mais visitado do país. O castelo foi construído pelos muçulmanos, em meados do século XI. Depois da sua conquista por D. Afonso Henriques e os cruzados, em 1147, as edificações são reestruturadas, adotando uma matriz medieval.

Mosteiro dos Jerónimos

Praça do Império

Também conhecido como Mosteiro de Santa Maria de Belém, começou a ser construído nos inícios do século XVI, de forma a engrandecer o rei D. Manuel I, afirmando Portugal como grande potência marítima. No seu interior, podemos visitar os túmulos de Camões, Vasco da Gama, e Fernando Pessoa. Foi classificado pela UNESCO como Património Mundial.

Igreja de São Roque

Largo Trindade Coelho

Uma das primeiras igrejas da Companhia de Jesus, foi mandada edificar a partir de 1506, sob o orago de São Roque. De arquitetura maneirista, com as suas capelas construídas ao longo dos séculos XVII e XVIII, ricamente decoradas a talha dourada, azulejos, mármores e pinturas, que são o espelho da riqueza barroca joanina, possibilitada pelos diamantes e o ouro vindos do Brasil.

Terreiro do Paço

A praça do Comércio, mais conhecida como Terreiro do Paço, de planta retangular, foi desenhada e construída a régua e compasso por Eugénio dos Santos, Carlos Mardel e Manuel da Maia, sob as cinzas do grande terramoto de 1755. É o símbolo maior da reconstrução efetuada pelo Marquês de Pombal, e da afirmação do poder régio e absolutista, visível na estátua equestre de D. José, no centro da praça.

Azulejos:

Museu Nacional do Azulejo

Rua da Madre de Deus, 4

O nome “azulejo”, da palavra árabe “azzelij” ou “al zuleycha”, significa “pequena pedra polida”, em que uma das faces é vidrada. A partir do século XV, começam a chegar de Espanha, elaborados ao gosto hispano-mourisco. Lisboa começa a produzi-los em larga escala, desde o século XVI e até hoje. Pode-se acompanhar a história do azulejo neste museu, localizado no Convento da Madre de Deus.

Miradouro de Santa Luzia

Largo de Santa Luzia

Neste miradouro, observamos uma grande miscelânea de azulejos de padrão, dos séculos XVII e XVIII, recentemente restaurados. Na fachada sul da igreja de Santa Luzia, encontram-se dois grandes painéis, que representam o “Terreiro do Paço nos começos do século XVIII” e a “Conquista da Cidade de Lisboa em 1147”, da autoria de António Quaresma, da Fábrica Viúva Lamego, de inícios do século XX.

Hospital de São José

Rua José António Serrano

Os azulejos passam a fabricar-se em massa e, espalhados por toda a cidade, contam histórias sagradas da Bíblia, de anjos e santos, tornando-se num grande canal de comunicação e informação para as massas iletradas. Um exemplo está nos painéis da Aula da Esfera do antigo Convento de Santo Antão-o-Novo, atual Hospital de São José.

Rua dos Remédios, Alfama

Ao passearmos pelos bairros mais antigos de Lisboa descobrimos, sobre algumas portas, um detalhe muito pitoresco, que consiste na existência de pequenos painéis com a evocação de santos. É o caso de uma placa datada de 1749, na rua dos Remédios, em que se vê São Marçal – protetor contra os incêndios – acompanhado de Santo António, o Menino, e a Pomba do Espírito Santo.

Elétricos por Pela reactivação do Eléctrico 24

Os elétricos são parte da paisagem de Lisboa, protagonistas em qualquer fotografia da cidade, como verdadeiras obras de arte urbanas ambulantes. Na génese da carreira do elétrico 24E estava a necessidade de ligar por transporte a Baixa – o centro fervilhante de comércio e serviços – a Campolide. João Guerreiro, bem como os outros membros desta comunidade, sensibilizaram a população para a importância do regresso desta carreira, e este ano conseguiram que o elétrico voltasse a circular. Estas são algumas das paragens do 24E.

Rua Escola Politécnica

Praça do Príncipe Real

Galerias, lojas, museus e até um restaurante do Jamie Oliver, a renovação da Rua Escola Politécnica nos últimos anos, levou a Time Out a escolher o Príncipe Real como um dos bairros mais “cool” do mundo. Entre a farta oferta está a Galeria de São Mamede, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência, e a Embaixada, espaço comercial inovador dentro do Palácio Ribeiro da Cunha.

Miradouro de São Pedro de Alcântara

O miradouro mais concorrido funciona como uma extensão do Bairro Alto, a zona com a noite mais efervescente, e ao mesmo tempo, mais tradicional de Lisboa. Não é invulgar amigos se reunirem para brindar em frente a esta vista deslumbrante.

Teatro Nacional de São Luiz

Rua António Maria Cardoso, 38

Um teatro que espelha a história das artes na cidade, com passagens marcantes de atrizes como Sarah Bernhardt e Eleonora Duse, a Conferência Futurista de Almada Negreiros, a estreia de Metropolis, de Fritz Lang, ou A Severa, o primeiro filme sonoro português, em 1931.

Ascensor da Glória

Calçada da Glória, 6

Numa cidade de muitas colinas, um ascensor não é apenas para visitas turísticas, é uma necessidade. A Calçada da Glória, ponto central das Festas Populares de Lisboa, tem o funicular com mais clientela de Lisboa.