Cultura dos nossos tempos

Graffiti por Lisbon – Street Art

A paixão pela street art, e fotografia, fazem Jorge Santos e os filhos percorrer as avenidas, ruas, becos e locais abandonados de Lisboa, partilhando as descobertas nesta comunidade exclusiva à street art lisboeta.

Calçada da Glória

Pioneiro na street art em Lisboa, com uma alta rotatividade de trabalho, sendo provável encontrar um artista a pintar os painéis ou as paredes adjacentes. Destaque para a colaboração entre Nomen e Utopia, o artista brasileiro radicado há muitos anos em Portugal.

Avenida 24 de Julho

Pouco depois da Praça D. Luís I, encontramos a raposa realizada por Bordalo II, artista que escolheu seu nome em homenagem ao avô, o renomado Real Bordalo. Os trabalhos deste artista são realizados com recurso a desperdícios, pretendendo chamar a atenção para os excessos dos hábitos consumistas.

Rua da Senhora da Glória

No final da rua, lado direito, está o rosto de uma mulher anónima, trabalho de dois artistas de projeção mundial, o português Vhils, reconhecido pelos rostos esculpidos em pedra, e o norte-americano Shepard Fairey.

Rua Saco, 21

Violant é um dos promissores jovens da street art portuguesa, com um estilo único, próximo do surrealismo. O artista, com nome de batismo de João Maurício, tem na Rua do Saco um exemplo célebre dos muitos murais que espalhou pela cidade.

Rua do Capelão

João P. Pinto e Rui Mecha fizeram uma peça simples mas muito apreciada, a remeter à tradição do fado na Mouraria. Não é por acaso que o trabalho está muito perto do Largo da Severa, a fadista lendária.

África lisboeta por Rádio AfroLis

Carla Fernandes considera-se uma “afrolisboeta”, desenvolveu um audioblogue na Rádio AfroLis para criar um espaço de expressão cultural feito por afrodescendentes que vivem em Lisboa. Artistas e pessoas comuns debatem a negritude, racismo e identidade, revelando facetas da consciência negra emergente em Portugal.

Casa Mocambo

Rua do Vale de Santo António, 122A

Antes de ser Madragoa, o bairro era conhecido como Mocambo, onde conviviam pescadores e uma grande comunidade negra, e por onde até passou a Rainha do Congo, numas “assombrosas festas africanas”, segundo testemunhos da época. O restaurante procura recriar esta diversidade, ser uma ponte para os Mocambos do mundo, através da língua e manifestações culturais.

BLeza

Cais Gás, 1

BLeza foi um importante músico de Cabo Verde, e desde os anos 90 é o nome deste espaço único em Lisboa, aberto ao melhor da música e cultura africana, onde se pode ouvir semba de Angola, morna cabo-verdiana, ou até dançar kizomba e kuduro. Recentemente, abriu portas à nova música eletrónica africana.

Lugar de Fala Lisboa

Calçada do Cascão, 10

Bar de tapas com inspiração afro-ibérica, onde se encontra Muxama de Atum, Couscous com Polvo, Almôndegas de Pevides de Abóbora, e um espaço de conversa, música e poesia, no coração de Alfama.

Hangar

Rua Damasceno Monteiro, 12

Um centro de investigação artística, com diversas apresentações de temática africana divididas pelo espaço expositivo, residências artísticas e estúdios, funcionando inclusive como um centro de formação.

Cantinho do Aziz

Rua de São Lourenço, 5

O restaurante não é glamouroso, nem prima pela decoração fashion, mas é conhecido por todos que gostam de Moçambique. Segundo os entendidos, é onde se encontra a melhor gastronomia moçambicana.

Música ao vivo por LISBOA Live

Em 2009, começou a página de Facebook Lisboa Live, segundo os próprios, a primeira marca digital sobre Lisboa nas redes sociais. A página mostra a gastronomia, cultura e história da cidade, com apreço pelos concertos, especialmente ao ar livre.

Nos Alive

Passeio Marítimo de Algés

Um dos grandes festivais de música da Europa, com cerca de 55 mil espectadores por dia, a conseguir fazer parar Lisboa durante três dias. Por aqui já passaram Bob Dylan, Coldplay, Radiohead e Pearl Jam.

Coliseu dos Recreios

Rua Portas de Santo Antão, 96

Uma sala polivalente, democrática, que desde 1890 recebeu todo tipo de espetáculos, desde a ópera ao circo. É o objetivo, e palco consagrador, para grande parte dos músicos portugueses.

Musicbox

Rua Nova do Carvalho, 24

Em 2011, decidiram pintar de cor-de-rosa a rua do Cais do Sodré com mais bares por metro quadrado, e a reação foi quase imediata, aumentaram os negócios em volta e a vida noturna. No centro está o Musicbox, a casa de preferência para os concertos pequenos, com ambiente de bar.

Centro Cultural de Belém

Praça do Império

Uma obra controversa ao longo da sua construção, que começou em 1998, e hoje está perfeitamente integrado na oferta cultural de Belém, um dos bairros lisboetas que atrai mais turistas. A curadoria é sempre eclética, desde o clássico, jazz e pop.