Cultura de um povo

Museus e Património Cultural por “Pporto dos Museus

Patrícia Remelgado, co-autora do projeto, é administradora desta comunidade criada em 2009. O Pporto dos Museus procura a difusão de informação do setor cultural e criativo, sempre inspirados no que está a acontecer na cidade.

Casa das Artes – Rua Ruben A 210

O Porto é reconhecido pela sua arquitetura e cinema. A Casa das Artes reúne estas duas características, sendo o primeiro projeto relevante do arquiteto Eduardo Souto Moura e onde o Cineclube do Porto organiza uma programação regular. No mesmo espaço, destaca-se, também, a Casa Allen, do arquitecto Marques da Silva, e o seu singular jardim, palco de vários eventos.

Fundação Serralves – Rua D. João de Castro 210

O Museu de Arte Contemporânea de Serralves é outro espaço onde a arquitetura e o cinema se convergem. O edifício que alberga exposições relevantes de arte contemporânea foi desenhado pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira. Este ano, o mesmo arquiteto inaugurou a Casa de Manoel de Oliveira, em homenagem ao principal cineasta português.

Livraria Lello – Rua das Carmelitas 144

É famosa a quantidade de turistas que entram diariamente nesta livraria secular, aclamada como uma das mais bonitas do mundo. Além dos detalhes decorativos, destaca-se a escadaria central que serviu de inspiração a J.K. Rowling, autora da saga de Harry Potter.

Museu Nacional Soares dos Reis – Rua de Dom Manuel II 44

Instalado no Palácio dos Carrancas, o Museu Nacional Soares dos Reis foi o primeiro museu público de Portugal. Na altura, durante as Guerras Liberais, era uma espécie de armazém para os bens confiscados aos conventos e aos extintos de fora do Porto. Na sua coleção, destacam-se os núcleos de pintura e escultura do século XIX.

Palácio da Bolsa – Rua Ferreira Borges

Um dos edifícios mais icónicos da cidade, também conhecido como a Sede da Associação Comercial do Porto, tornou-se num ponto turístico pelo magnífico Salão Árabe, inspirado no Palácio de Alhambra e sobretudo pelo grandioso Pátio das Nações, onde está a cúpula de ferro e vidro criada por Tomás Soller.

Encontros de filosofia por “Clube Filosófico do Porto

Tomás Magalhães Carneiro, do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, Tiago Sousa, da Universidade do Minho e Rui André Lopes, do Instituto Superior Politécnico Gaya, decidiram criar uma associação para quem partilha o gosto pela filosofia. Refletindo na origem urbana desta arte, o objectivo ambicioso do Clube é aproximar novamente a filosofia da cidade.

Duas de Letra – Passeio de São Lázaro 48

O calendário do Clube Filosófico do Porto começa na primeira sexta-feira de cada mês, às 21h30, num dos restaurantes perto do Jardim de São Lázaro. As estrelas são os participantes anónimos, que podem filosofar livremente sob moderação dos criadores do projeto.

Fórum Fnac do GaiaShopping – Avenida dos Descobrimentos 549

Na terceira sexta-feira de cada mês, às 21h30, os filósofos invadem um departamento comercial. Normalmente a discussão parte de um livro, que é resumido e apresentado num diálogo filosófico.

Yoga sobre o Porto – Rua das Carmelitas 100

Ao lado da Torre dos Clérigos, na última sexta feira de cada mês, também às 21h30, acontece outra reunião mensal. Assim como os restantes encontros, o Clube conduz a conversa para atingir algum pensamento filosófico.

Livraria Flâneur – Rua de Fernandes Costa 88

A livraria que começou apenas com uma bicicleta de entrega de livros é onde hoje decorrem as conversas de filosofia mais profundas. No último domingo do mês, às 16h30, é sugerido um grande tema para debate, seja a fé, a morte ou a razão.

Azulejos por “Preencher Vazios

Joana de Abreu tem uma missão: preservar os azulejos de rua. O método é simples e eficaz. Através de intervenções artísticas preenche os espaços vazios nas fachadas com novos azulejos e frases de escritores portugueses. Ao chamar atenção para os pequenos detalhes que nos rodeiam, espera sensibilizar a população para o património da cidade.

Rua de São Martinho

Um dos workshops de Joana de Abreu foi uma intervenção nesta rua próxima à Igreja de São Martinho de Cedofeita. O objetivo em todas as intervenções é criar um contraste entre o azulejo antigo e o presente, o passado e futuro. A prova de que esta intervenção funcionou é o facto do dono do edifício ter decidido restaurar a fachada.

Rua da Alegria

Numa das ruas principais da cidade está um exemplo raro de uma intervenção que preencheu por completo o vazio na fachada de azulejos, visto que o objetivo deste projeto não é solucionar, mas alertar a população. A frase aqui é de André Tecedeiro: “Não há solidão comparável, à de vivermos longe de nós”.

Rua do Conde de Ferreira

Surpreender a população local é também um dos objetivos destas intervenções. Neste caso, enquanto colocava a frase de Fernando Pessoa, Joana foi interrompida pelo proprietário do prédio, que achou que estaria a roubar azulejos. Terminaram os dois a colar os azulejos.

Rua do Sol

A frase de Mia Couto, revestida com uma intervenção de cores fortes, contrasta com o azul e branco do azulejo tradicional, conseguindo ainda resumir o percurso introspectivo deste projeto: “A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores”.