Cultura do nosso tempo


Galerias de arte por “Inaugurações Simultâneas de Miguel Bombarda

A Rua de Miguel Bombarda é uma artéria vital da cidade, impulsionada pelas galerias de arte e projetos comerciais alternativos. Em 2007, estes espaços decidiram unir-se em parceria com a Câmara Municipal do Porto nos eventos bimestrais “Inaugurações Simultâneas de Miguel Bombarda”. Ana Alves da Silva trata da comunicação destes eventos e é uma das responsáveis por transformar esta outrora esquecida rua numa artéria vital.

Galeria Fernando Santos – Rua de Miguel Bombarda 526

A célebre galeria mantém os mesmos fundamentos desde 1993: divulgar novos artistas portugueses; dar a conhecer arte internacional; fazer a ponte com instituições e colecionadores; e organizar exposições que motivem os grandes nomes da arte portuguesa a criar.

Galeria Quadrado Azul – Rua de Miguel Bombarda 553

Inicialmente, a Quadrado Azul era na Rua de Costa Cabral, até Manuel Ulisses compreender que havia uma movimentação de galerias na Miguel Bombarda e fazer a mudança. Está na rua das galerias desde 1997.

Galeria Serpente – Rua de Miguel Bombarda 558

Em 1998, os artistas plásticos Isabel e Rodrigo Cabra fundaram este espaço que além de funcionar como uma galeria tradicional, tem um objetivo claro: estabelecer dentro da arte contemporânea um local aberto ao confronto de ideais e formas de criação artística.

Galeria Espacio Jhannia Castro – Rua de Adolfo Casais Monteiro 16

A galeria é dedicada a fotografia contemporânea e a livros de autor. Inaugurada este ano, é uma prova que a revitalização deste quarteirão mobilizou a comunidade artística na cidade.

Arte urbana por “Não-lugares no porto

Vítor Tavares desenvolveu o conceito de “não-lugar” na tese de mestrado, na Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto. Em 2008, ainda a refletir nesta ideia de não-lugar, isto é, em como podem existir locais espalhados pelas cidades sem identidade ou referência histórica, criou uma comunidade onde apresenta uma visão criativa e participativa dos espaços públicos.

Estação Trindade – Rua de Camões

No parque de estacionamento do Metro da Trindade está possivelmente a arte urbana mais icónica da cidade. Numa parede de 250 metros, o portuense MrDheo desenhou o pai, que numa mão segura uma lata de tinta, na outra um símbolo do Porto: a Torre dos Clérigos.

Miradouro de Vitória – Rua de São Bento da Vitória 11

Neste miradouro está um edifício devoluto que pode ser considerado um “não-lugar”, repleto de arte urbana feita por artistas desconhecidos. É possível conjugar com uma visita ao Centro Português de Fotografia.

Rua da Madeira

Composta por três mil azulejos, esta obra do Miguel Januário faz uma pergunta: “Quem és, Porto?” A origem desta obra está no projeto Locomotiva, que procura a dinamização da zona próxima à Estação de São Bento.

Ponte Luís I

Os murais de Frederico Draw são uma presença constante nas ruas da cidade, com figuras humanas representativas do Porto. “O AN.FI.TRI.ÃO” é uma personagem inspirada no avô do artista, que convida os curiosos a explorar a cidade.

Miragaia

Em frente à Alfândega, o incontornável Vhils trabalhou durante três dias nesta obra, a convite do projeto “Look at Porto”. Assim como tantas outras obras de Vhils, o artista procura humanizar a cidade através dos olhares e rostos de figuras humanas esculpidas na parede.

Locais escondidos para fotografar por “Porto, a cidade que nos une!

O ponto comum entre Fernando Vilarinho, um bibliotecário da Universidade do Porto nascido em Luanda, e Jorge Torres, um engenheiro civil de Ermesinde, é o interesse profundo pela cidade do Porto. Desde 2010 que gerem este comunidade de partilha de conteúdos e fotografias sobre o Porto.

Casa Tait – Rua de Entre-Quintas 219

O Porto é uma cidade fotografada por turistas até à exaustão. Porém, existe um roteiro Romântico, extremamente fotogénico, que é muitas vezes esquecido. A primeira paragem é na Casa Tati e jardins circundantes, uma lembrança da centenária presença britânica no Porto.

Museu Romântico do Porto – Rua de Entre-Quintas 220

No interior da Quinta da Macieirinha encontra-se a reconstituição de uma casa burguesa do período Romântico, com mobiliário e objetos decorativos da época. Carlos Alberto da Sardenha exilou-se nesta casa.

Jardim Botânico do Porto – Rua do Campo Alegre 1191

Outra zona arborizada que os fotógrafos não costumam visitar é a antiga Quinta do Campo Alegre, onde viveu a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen. Os jardins são de inspiração romântica.

Jardins do Palácio de Cristal – Rua de Dom Manuel II

Não é propriamente escondido, mas um roteiro Romântico estaria sempre incompleto sem os Jardins do Palácio de Cristal. Prepara-se para disputar a melhor posição para fotografar a paisagem panorâmica.